quinta-feira, 25 de julho de 2013

Chão!


O espetáculo “Chão – um concerto solo”, realizado com o apoio do Palacete das Artes Rodin Bahia, é dedicado ao virtuosismo dos integrantes do ensemble, que tem se apresentado sempre em formações maiores do que o quarteto. O Camará Ensemble é formado por músicos de alto gabarito. E o repertório contemporâneo é rico em obras para instrumento solista. Este concerto é justamente uma primeira iniciativa do grupo na promoção de obras escritas para apenas um instrumento – ou para um instrumento solista acompanhado por conjunto de câmara, como é o caso de uma das peças do programa.

Dentre as obras apresentadas, Integrais para saxofone tenor solo, uma obra de alto teor técnico e de profunda sensibilidade expressiva, composta pelo português-mineiro João Pedro Oliveira, e apresentada pelo saxofonista Davysson Lima, que atualmente faz o seu mestrado em música na UFBA, onde se debruça justamente sobre o tema de técnicas estendidas e o repertório contemporâneo para o seu instrumento. 

 
Outra peça de grande interesse é a Frammento Cantando para flauta solo, obra do americano Jack Fortner, interpretada neste concerto pelo nosso flautista Flávio Hamaoka, que trabalhou com o compositor quando regeu o Camará no concerto em homenagem a Jorge Amado, em janeiro deste ano.

Do professor de composição da UFBA Paulo Costa Lima – que também é membro da Academia de Letras da Bahia e da Academia de Ciências da Bahia –, será apresentada, pela violoncelista Suzana Kato, a peça Corrente de Xangô. Composta em 1992, foi uma das primeiras de uma série de obras, do compositor, inspiradas no universo musical afro-baiano.

Após outras músicas escritas para bandolim, sanfona, viola e clarinete solo, há, para finalizar, a estreia baiana da obra ganhadora do Prêmio FUNARTE/XVIII BIENAL de 2009, O Enigmático Gato de Rimas, do compositor e diretor artístico do Camará, Paulo Rios Filho. A obra, única do concerto escrita para um instrumento solista acompanhado de um conjunto de câmara, será interpretada pelo intrépido violinista Samuel Dias, que além de violinista do conjunto, é nada mais nada menos que o spalla da OSBA – Orquestra Sinfônica da Bahia.


Serviço


Chão – um concerto solo

Terças-feiras, dias 6, 13 e 20 de Agosto de 2013

Palacete das Artes (Museu Rodin Bahia)

20h – entrada franca

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

JÁ – Um concerto em homenagem a Jorge Amado

Já” é o mais novo projeto do Camará, uma homenagem feita por nove compositores baianos ao gênio literário de Jorge Amado, justamente no ano após a enxurrada de comemorações de seu centenário de nascimento, em 2012. “Esta é a ideia: para celebrar Jorge, qualquer tempo é tempo”, explica o diretor artístico do grupo, Paulo Rios Filho. “A hora da homenagem é já!”, completa.

Sete obras inéditas já estão sendo ensaiadas pelo Camará Ensemble. Quatro delas são canções, que utilizam trechos e alusões textuais feitas às obras do escritor, cantados por uma soprano solistas; e outras três são peças instrumentais, baseadas sempre em algumas frases ou histórias inteiras contadas por Jorge.

O concerto de estreia será regido, especialmente, pelo premiado compositor e maestro norte-americano Jack Fortner, admirador da Bahia e da obra de Jorge e especialista em performance de música de concerto contemporânea.

Uma das obras é uma composição coletiva feita por três jovens compositores, estudantes do curso básico da Escola de Música da UFBA – Emilio Le Roux, George Christian e Pedro Garcia –, orientados pelo compositor Vinícius Amaro e pelo diretor artístico do grupo, Paulo Rios Filho. De “catuaba” a “políticos imundos e gordos”, as três miniaturas que compõem a obra coletiva passeiam por diferentes climas sugeridos em frases de obras como Quincas Berro D'Água e Capitães da Areia.

Capitães da Areia foi a obra que inspirou também o compositor Pedro Kröger, para compor a sua lírica Noite no Trapiche. Wellington Gomes decidiu não se ater a uma obra, mas fazer um apanhado de figuras criadas pelo romancista, em Personagens de Jorge. Em tom rapsódico, a cantora anuncia a personagem da vez, acompanhada por uma música de gestos fortes, que descrevem as personalidades evocadas e paisagens marcadamente baianas.

 
Rodrigo Garcia, compositor gaúcho radicado em Salvador, faz dançar três Jubiabás: a obra de Jorge e as canções de Gerônimo e Gilberto Gil. Marcos Sampaio, que é professor de composição na UFBA, estreia a sua obra Octaedro, que constrói uma série de significados especiais do número oito para a vida do escritor baiano. Alex Pochat, figura conhecida na cena rock de Salvador, é o compositor do exórdio da noite, abrindo as portas para a celebração com a reza de “O Vice-Versa”.

Fechando a noite, a obra “A Bahia tá viva!”, de Paulo Costa Lima, é uma salada feita com o texto de uma carta de Dorival Caymmi escrita ao seu amigo Jorge, mais referências à paródias de protesto do cancioneiro baiano, bem como a citações de canções de carnaval da época da juventude de Amado.

O concerto é composto pela participação de diversas formações instrumentais, desde o trio até uma formação de orquestra de câmara, com o total de dez instrumentistas, além dos cantores, solistas das canções. Com um pé fora do formato típico de concerto, o espetáculo envolve também a interação com vídeo, bem como a intervenção de material sonoro pré-gravado. 

Já é uma realização do Camará Ensemble, com produção da Agência Agosto e conta com o especial apoio da Escola de Música da UFBA, do Restaurante Grão de Arroz/Viva o Grão, Armazém do Reino e Hotel Boutique A Casa das Portas Velhas.  

sábado, 5 de janeiro de 2013

O Camará Mirim e O Mundo das Baratas

– "Vamos fazer a trilha sonora de um filme! Só que sem ter um. O que vocês acham dessa história de fim do mundo?" (eram vésperas de 21/12/12)

Após um vai e vem de palpites, alguém lembra de algo lido por aí:

– "As baratas! Elas serão as únicas que vão sobreviver!"

Sem humanos assustados martelando-as sandálias em exoesqueletos frágeis, estariam no topo da cadeia, prontas para a evolução, que culminaria, por fim, em seu desenvolvimento cognitivo, domínio de ferramentas, desenvoltura social. 

Dentro de alguns milhares, ou quem sabe centenas de anos, a terra seria um planeta diferente, O Mundo das Baratas.

Qual o cenário desta trama obscura (para nós, não para as baratas)? O que esperar de uma música que é a trilha sonora desta previsão macabra? 

"Yuri, este solo está muito jazzístico para entrar numa trilha de terror."
Após esboçarmos em conjunto a narrativa que daria corpo à primeira composição da turma de Criatividade e Composição Musical do Camará Mirim, fui para casa e deixei com eles a missão de imaginar a trilha sonora deste "filme". Eu também preparei a minha, é claro. Tinha que ter algo na manga, caso não levassem ideia alguma. 

Ainda bem! Não levaram nada. É claro, tinham mais com o que se preocupar na escola (período de provas), fazer outras oficinas durante a semana e brincar. Eu tinha que mostrar que essa história maluca de trilha sonora poderia funcionar.

Levei equipamento básico de gravação e um gráfico com o rascunho da música – com nada de notação musical tradicional.  Na mochila, ainda, uns frascos de metal que temos em casa, daqueles de guardar biscoito.

Luely se prontificou a operar o computador para a gravação. Logo aprendeu todas as manhas do software e comandava toda a dinâmica de estúdio: – "Êpa, peraí, agora não! Silêncio. 1, 2, 3 e... vai!"

Fomos gravando pedacinho a pedacinho, de acordo com o que eu tinha imaginado. 

Até a terceira tomada, tudo estava seguindo o meu gráfico. A partir da quarta, os meninos começavam a interferir e eu ia acatando as sugestões: – "Professor, já repetiu demais isso. Vamo agora fazer aquilo"; – "Agente bateu o sino seis vezes, depois quatro, agora vamos dar só duas batidas".

Quando a gravação estava para começar...
No final das contas, tínhamos uma nova peça gravada, resultado das interferências das ideias de Luely, Felipe, Ângelo, Yuri, Clara, Lucas e todos os outros em cima da minha proposta, que acabou toda deformada e, cá para nós, bem melhor. 

Em casa, editei o material e adicionei alguns filtros, efeitos, transposições para criar novos sons, sempre a partir dos que foram gravados com os meninos, e trazer outros timbres e cheiros para a história que estava já ali, toda contada.

Na aula seguinte, apresentei o resultado e animação foi geral. Afinal, eles ouviam que o que tinham feito na aula passada tinha se transformado numa "trilha de filme de terror," como muitos exclamaram ao ouvir a prévia.

A segunda parte do trabalho: compor trechos da peça que seriam gravados pelos alunos de flauta doce, do Prof. Flávio Hamaoka.

Usando os mesmos potes de metal de biscoitos, sorteamos conjuntos de quatro, cinco e sete notas para seis seções diferentes da música, onde as flautas entrariam. À medida que íamos sorteando o que viria a ser a nossa harmonia, eles iam relembrando os nomes e os lugares de cada nota musical, ao piano. Por fim, tocávamos os acordes – nada de dó maior, ré menor, imagine! – e eles tinham que fazer uma relação entre aquele som e algum sentimento ou paisagem que fizesse sentido dentro da nossa composição, do nosso "filme". 

Depois disso, sorteamos a textura de cada uma dessas seções. As flautas poderiam tocar aquelas notas sorteadas de quatro jeitos diferentes: a) notas longas tocadas juntas; b) notas longas com ataques defasados; c) notas curtas tocadas juntas; d) notas curtas com ataques defasados.

Luely tomava nota de tudo e, pimba!: estávamos com a parte das flautas já preparada.

Na aula seguinte, juntamo-nos à turma do Prof. Flávio, que orientava cada um dos alunos sobre que notas cada um deveria tocar e de que jeito (notas longas, curtas, etc.). Gravamos tudo sem nos preocuparmos com uma ordem ou com a sincronização com o que já estava pronto e gravado, da composição. Depois, na edição, daríamos um jeito nisto. 

Para finalizar, tivemos ainda um solo feito por Flávio, que entraria ao final da música, num momento em que a percussão ficava mais ao fundo, antecedendo a entrada da fala: "Era uma vez o mundo dos homens. Chegou a hora do mundo das baratas!"

Por fim, "O Mundo das Baratas" – a trilha sonora de um filme inexistente, primeira criação da turma de Criatividade e Composição Musical do Camará Mirim:

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

"Música Baiana?" disponível para compra no iTunes



Já está disponível para compra, no iTunes, o disco "Música Baiana?", do Camará Ensemble. Lançado em julho de 2012, o álbum foi quase inteiramente gravado ao vivo durante o concerto do grupo na abertura da primeira edição do MAB – Música de Agora na Bahia, projeto inteiramente dedicado à música de concerto contemporânea, realizado de maio a dezembro de 2012, pela OCA – Oficina de Composição Agora.

Clique aqui para baixar o disco!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Fóruns de Música Clássica da Bahia


Os Fóruns de Música Clássica da Bahia são um espaço de discussão e reflexão para os profissionais de toda a cadeia de produção da música erudita no estado da Bahia. 

Voltados a compositores, músicos, estudantes de música, gestores, produtores, jornalistas e críticos musicais, promovem a articulação destes profissionais, através da sugestão de temas mensais sempre relacionados às diversas fases de produção desta música em toda a sua diversidade (da música antiga à contemporânea), debatendo desde assuntos como linguagem artística e estética, até mercado, organização e representação profissional, financiamento e viabilização de projetos, sustentabilidade, gestão e produção técnica de espetáculos musicais. 

O tema sugerido para o primeiro encontro é: Música Clássica / Erudita / de Concerto: qual o seu rótulo? (ou: precisamos de um?)    

Afinal, que fazemos nós? Música erudita? Música clássica? Música de concerto? Música?       

Cada um tem o rótulo que merece, diria o desavisado. E cada rótulo nos dá motivos para não querer adotá-lo. “O primeiro por parecer meio exclusivista; o segundo por ser inexato; o terceiro por não dar conta de outros rituais de apresentação musical (que são comuns a partir do século XX, mas também antes de meados do século XVIII); e o último, bem, justamente por uma necessidade de classificação (que atende a diversas demandas), o que justifica não contentar-se com rótulo tão abrangente”, comenta Paulo Rios Filho, compositor e um dos organizadores dos fóruns.     

Os pontos deste primeiro tópico de discussão se relacionam com questões diversas: como esses profissionais têm experimentado se comunicar com o seu público? E com o público a conquistar? Com a mídia? Com eles próprios? Como podem melhorar a comunicação com cada um destes?    

No fim das contas, o debate aponta para a meta final dos Fóruns de Música Clássica: a criação de uma identidade (ou a articulação entre identidades). Seja através do confrontamento e consequente afinação, mas não padronização, dos discursos dos vários grupos e indivíduos dedicados à "música de concerto" em Salvador, do compartilhamento de experiências e ideias, ou da construção de um sentimento de pertencimento de classe.

Os Fóruns de Música Clássica da Bahia são promovidos pelo Camará Ensemble e pelo Theatro XVIII, com produção da Agência Agosto.

SERVIÇO  
Fóruns de Música Clássica da Bahia - 
1ª edição: Música Clássica / Erudita / de Concerto: qual o seu rótulo? (ou: precisamos de um?)  Quinta-feira, 20/12/2012, 17:30  
Casa 12 (Anexo do Theatro XVIII), Pelourinho
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producaoteatro18@gmail.com | 71 3321-9783 [Theatro XVIII]
pauloriosfilho@gmail.com  | 71 8837-2262 [Paulo Rios Filho]

sábado, 8 de dezembro de 2012

Camará Mirim – programa de educação musical para crianças e jovens do Pelourinho

Projeto educacional do Camará Ensemble, em sua parceria com o Theatro XVIII, o Camará Mirim é o braço forte do Camará Ensemble na estratégica área do Centro Histórico de Salvador. O projeto é um campo de experimentação de prática musical centrada no potencial criador de crianças e jovens do Pelourinho e seu entorno. 

Turma de Criatividade e Composição Musical, com Paulo Rios Filho

Com as suas atividades iniciadas ainda em novembro de 2012, o Camará Mirim conta a participação de mais de trinta crianças, distribuídas em oficinas de flauta doce, flauta transversal, percussão, violão e criação musical. 

Turma de Percussão, com Humberto Monteiro

Os professores das oficinas são os próprios músicos e parceiros do Camará Ensemble. As metas para 2013 envolvem a formação do Conjunto Camará Mirim, a apresentação regular do conjunto para a comunidade do Pelourinho, seus amigos e parentes e a participação, ao final do ano, em um concerto público do Camará Ensemble, congregando conjunto profissional e juvenil na estreia de uma obra musical escrita para ambos os grupos por um compositor baiano de renome. 

Turma de Flauta Transversal, com Flávio Hamaoka
 O Camará Mirim é um projeto de educação musical baseado em criatividade, realizado pelo Camará Ensemble, com o apoio do Theatro XVIII e produção da Agência Agosto. Se você quer conhecer melhor o projeto, escreva para: camaraufba@gmail.com

Turma de Violão, com Gilson Santana

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O rei como nunca se ouviu antes

Baião Diluído
Cinco obras inéditas de compositores de três estados serão apresentadas no novo espetáculo do Camará, "Baião Diluído". “Todas elas são baseadas em canções de Luiz Gonzaga, ou inspiradas no universo cantado pelo Rei do Baião”, afirma o compositor e diretor artístico do grupo, Paulo Rios Filho. 

O concerto, que é uma homenagem do Camará ao centenário de nascimento do compositor, inclui peças para uma formação composta de flauta, bandolim, bouzouki (instrumento irlandês cujo som se aproxima bastante da viola nordestina), sanfona, percussão e violoncelo, além de eletrônica e vídeo. Os compositores envolvidos têm todos uma participação ativa na cena musical de Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul: Paulo Rios Filho (que acaba de ter obra sua comissionada pela Americas Society, de Nova Iorque), Sergio Roberto de Oliveira (que teve uma de suas obras recentemente indicada ao Grammy Latino), Vinícius Amaro (jovem talento local, estudante do curso de composição na UFBA), Tuzé de Abreu (que dispensa apresentações) e Samuel Peruzzolo (percussionista e compositor gaúcho, atualmente professor de música em Portugal). 

 
Além das estreias, o espetáculo conta ainda com salpicadas pontuais da própria obra original de Luiz Gonzaga, em trechos introdutórios tocados por um trio nordestino. “Só não dá para garantir que você vá conseguir dançar um baião”, alerta o diretor artístico do grupo. 

Oficina do Público Criativo
O projeto ainda inclui a realização de oficina de apreciação musical voltada para o próprio espetáculo, através de uma abordagem criativa do ato de ouvir. A “Oficina do público criativo: para ouvir/compor o espetáculo “Baião Diluído”, do Camará” será realizada em duas etapas, sob a coordenação do próprio Paulo Rios Filho. A primeira delas no dia 12/9 (quarta-feira), das 18 às 20:30h, na Escola de Música da UFBA; e a segunda uma hora antes do início do concerto, às 19h, no café da Livraria Cultura do Shopping Salvador. 

Segundo Rios Filho, “Na primeira etapa (quarta-feira), acontecerá a oficina propriamente dita, incluindo uma parte mais expositiva e um laboratório de criação coletiva para não-músicos. A segunda etapa (quinta, antes do concerto) é um encontro informal com os compositores participantes do projeto, para um bate-papo sobre as obras que serão apresentadas, sobre como cada um pensou em fazer essa homenagem a Luiz Gonzaga e sobre o próprio ofício do compositor, seja lá o que der para falar em uma hora.” 


A oficina (que é voltada a não-músicos e/ou público geral interessado em música de concerto contemporânea) tem número limitado de participantes (máximo de 10). Os interessados devem inscrever-se enviando um e-mail para o camaraufba@gmail.com, incluindo nome e telefone para contato, com o assunto “inscrição oficina do público criativo”, até a próxima terça-feira, dia 11/09/12. 

Formação do Camará neste projeto: Paulo Rios Filho, diretor artístico, regente e vídeo; Vitor Rios, bandolim/bouzouki; Edson Lima, sanfona; Humberto Monteiro, percussão; Fernanda Monteiro, violoncelo. Participação de Tuzé de Abreu, flauta e flautim.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

em setembro : baião diluído

Setembro chega e o Camará respira os primeiros ares de primavera trabalhando no novo projeto, baião diluído, uma homenagem ao rei, Luiz Gonzaga.


No concerto – onde dialogam bandolim, bouzouki, percussão, sanfona, violoncelo, eletrônica e vídeo – serão apresentadas obras inéditas de Tuzé de Abreu, Sérgio Roberto de Oliveira, Paulo Rios Filho, Vinícius Amaro e Samuel Peruzzolo. Todas elas têm uma canção (ou mais) do Lua como base, são todas inspiradas no universo por ele cantado.

Mas não dá pra garantir que você vá conseguir dançar um forró.

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Camará – Conjunto de Câmara da UFBA
baião diluído (2012)
13/09, quinta-feira | 20h
Teatro Eva Herz – Livraria Cultura (Shopping Salvador) 
entrada franca

 

 

terça-feira, 17 de julho de 2012

Vídeos do "sopro em brasa" no MAB

O Camará apresentou, no final de Junho, um novo programa – após quatro reapresentações do Música Baiana? inteiramente dedicado a uma formação de grupo de sopros um tanto inusitada: flauta, dois clarinetes (com clarone), saxofone e tuba. 

O sopro em brasa foi estreado dentro do programa de concertos do I Seminário de Composição Musical do MAB – Música de Agora na Bahia, projeto voltado à produção atual de música erudita na Bahia, no Brasil e no mundo que acontece em Salvador entre Maio e Dezembro de cada ano e realizado pela OCA

O concerto foi gravado em áudio e vídeo pela dupla Alexandre Espinheira e Emilio Le Roux e pode ser conferido, peça a peça, abaixo:

Quassus, de Eli-Eri Moura 
Gueber Santos, clarinete

Três miniaturas, de Marcos Lucas


Ibejis Nº 2, de Paulo Costa Lima

Sinko II, de Alexandre Espinheira

Fumebianas Nº 4, de Guilherme Bertissolo

sábado, 14 de julho de 2012

"Música Baiana?" já disponível para compra ou download gratuito

O disco Música Baiana?, do Camará, acaba de ser lançado e está disponível para download no site http://camara-musicabaiana.blogspot.com

O álbum, integrado por seis obras de compositores baianos, está sendo distribuído exclusivamente via internet, para compra ou download gratuito. A escolha do método fica para o público!


Quem opta por pagar pelo disco, tem a opção de baixá-lo completo em mp3, aiff ou iso, além de poder escolher baixar cada faixa individualmente, em mp3 ou ogg. Quem opta pelo download gratuito, deve se contentar somente com a opção do disco completo, em mp3 (256k). 

Os pagamentos são feitos com cartão de crédito, através de conta PayPal, o sistema de compra online mais utilizado no mundo, que protege os dados dos clientes e permite uma transação segura, além de uma boa comunicação com os fornecedores dos produtos. 

Camará – Música Baiana? (2012)
Música Baiana? foi gravado ao vivo no concerto de lançamento do MAB – Música de Agora na Bahia em maio de 2012, no Teatro Vila Velha, em Salvador –– com exceção de Ibejis Nº 2, de Paulo Costa Lima, e Gigitanas Nº 0,5, de Vinícius Amaro.

O disco é resultado de projeto homônimo, realizado através de patrocínio colaborativo, cuja execução começou ainda em meados de 2011 com as encomendas das peças a seis compositores, todos ligados à Escola de Música da UFBA. Desde dezembro de 2011 até então, o programa montado dentro do projeto foi apresentado quatro vezes, na cidade de Salvador.
Escolha comprar ou baixar livremente. Mas não deixe de conhecer Música Baiana!


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Camará's new album Música Baiana is now released and available for download in http://camara-musicabaiana.blogspot.com
 
The album, which includes six works by composers from Bahia, is being distributed exclusively through Internet for buying or for free downloading. The choice is up to the listeners!
 
The one who opts to pay for the disc get to take it in many different file's formats, such as mp3 or aiff, iso. Who opts for the free download, can only take it in mp3 files.
 
Música Baiana was recorded live in 2012 May, during the program of MAB's project, in Salvador.

The album is a result of a crowdfunded project. Since 2011 Dec. until now, its repertoire was presented for four times, in Salvador.

Choose to buy it or take it for free; but don't miss to know Música Baiana!


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Camará versão sopros em junho

sopro em brasa: esse é o nome do novo projeto do Camará, com estreia marcada para o dia 20/6 no Espaço Cultural da Barroquinha, em Salvador.

O concerto está inserido na programação do I Seminário em Composição Musical do MAB – Música de Agora na Bahia, programa inteiramente dedicado à música contemporânea, realizado em Salvador pela OCA – Oficina de Composição Agora, de maio a dezembro de 2012.

Davysson ajuda Gueber com o clarone e Jamberê mostra um trecho legal
na parte da tuba, durante ensaio do sopro em brasa

  
O repertório do sopro em brasa é formado por obras escritas para a seguinte formação total: uma flauta, dois clarinetes, saxofone e tuba. O programa é um convite à experiência de outros mundos sonoros, formados por fagulhas criativas organizadas, reelaboração fantasiosa do universo musical da capoeira e do candomblé, desenvolvimento de pequenas ideias que aparecem do nada, sérias brincadeiras com sons familiares (da rua, das festas e do rádio) e sons inusitados (da rua, das festas e do rádio).

Músicos empolgados com a descrição do programa acima

Compositores de cinco estados brasileiros integram o programa, dentre eles Marcos Lucas (Rio de Janeiro), Eli-Eri Moura (Paraíba), Paulo Costa Lima (Bahia), Alexandre Espinheira (Bahia) e Guilherme Bertissolo (Rio Grande do Sul – Bahia).

Os músicos Flávio Hamaoka, Gueber Santos e Davysson Lima, que participaram também do Música Baiana? irão se juntar aos novos colaboradores Pedro Robatto e Jamberê Cerqueira.


Camará – ensaio do sopro em brasa
Serviço
Camará – Conjunto de Câmara da UFBA
Sopro em Brasa – música brasileira para grupo de sopros
quarta-feira, 20/6 – 20h | $10 (inteira) e $5 (meia)
Espaço Cultural da Barroquinha – Salvador, Bahia


Exibir mapa ampliado

domingo, 27 de maio de 2012

Fotos da abertura do MAB 2012 [17/5/12]

nav tirs nekadus hibridus n. 2, por Paulo Rios Filho
Camará na abertura do MAB 2012

Modos Imagísticos, por Wellington Gomes
Camará na abertura do MAB 2012

Os aplausos do público e a gratidão dos músicos
Camará na abertura do MAB 2012

Em junho, repertório novo para conjunto de sopros
20/6 – dentro da programação do MAB

sábado, 26 de maio de 2012

Camará no lançamento do MAB

O Camará foi o grupo convidado da noite de lançamento do MAB 2012 – Música de Agora na Bahia, programa voltado à música de concerto contemporânea, com ênfase especial na produção de compositores brasileiros e baianos. O MAB é uma realização da OCA – Oficina de Composição Agora, e se estenderá de maio a dezembro do ano de 2012 com uma série de atividades, incluindo concertos, recitais em escolas públicas, palestras e seminários de composição musical.

Um dos vídeo-teasers do MAB 2012


O evento começou com um coquetel duplo de lançamento, celebrando tanto o pontapé inicial do projeto quanto o início da distribuição do CD "Compositores da Bahia", idealizado e produzido pela OCA.

Com a casa quase repleta, apesar da noite chuvosa, o Camará apresentou mais uma vez o repertório do "Música Baiana?" e encantou o público com sucessos como "nav tirs nekadus hibridus n. 2", de Paulo Rios Filho, "Oxowusí", de Alexandre Espinheira e "Ibejis Nº 2", de Paulo Costa Lima. 

Camará no Mê de Música

O pessoal do Mê de Música passou por lá e um trechinho do concerto do Camará pode ser conferido no programa de número 2.

Em junho o conjunto volta a fazer um concerto associado à programação do MAB, desta vez somente com obras inéditas para um conjunto de sopros.

Até lá!


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Lançamento do SESC Partituras

O Camará foi o grupo responsável pelo lançamento, na Bahia, do portal SESC Partituras. O lançamento do projeto do SESC, que é um banco digital de partituras de compositores brasileiros de todos os períodos, aconteceu simultaneamente em 23 capitais do país, no dia 14/4/12. 

Em Salvador, o concerto do Camará aconteceu no Teatro do IRDEB e contou com a casa cheia para mais de uma hora de música contemporânea produzida na Bahia. O programa apresentado foi o do projeto "Música Baiana?" -- lançado em dezembro do ano passado. 

Camará tocando... deixe-me ver... já sei: nav tirs nº 2

O público pôde conferir, mais uma vez, a apresentação de obras como nav tirs nekadus hibridus nº 2, Modos Imagísticos e Gigitanas N. 0,5 -- todas de autoria de compositores baianos de música contemporânea --, além de Pequena Fantasia, do compositor Fernando Cerqueira (que não estava incluída originalmente no repertório do projeto que lançou o Camará, em dezembro passado).

O regente cumprimenta um brother
que passou pelo fundo do palco.

Abaixo, você pode conferir a participação do Camará no programa TVE Revista do dia 14/4. Paulo Rios Filho bateu um papo com a apresentadora Jéssica Smetak (que é neta nada mais nada menos que do próprio Walter Smetak, isso mesmo!) e Flávio Hamaoka, Gueber Santos e Vitor Rios deram uma palhinha do concerto daquela memorável noite.





sexta-feira, 13 de abril de 2012

Alexandre Espinheira --
Oxowusí

Camará - Conjunto de Câmara da UFBA | Projeto "Música Baiana?
Reitoria da UFBA, Salvador -- 08/12/11
 [video: emilio le roux | audio: alexandre espinheira]


***
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Alexandre Espinheira insistia numa versão matematicista de sua música Oxowusí. E eu insistia, do outro lado: "mas, e essa curva dinâmica?! Ela não pode ser puramente matemática." Fizemos deste debate uma primeira versão do vídeo que seria exibido imediatamente antes da performance de sua peça, no concerto de lançamento do projeto "Música Baiana?"

No dia seguinte, o próprio Alexandre me envia uma outra versão, agora toda focada nem na parte racionalista da música, nem em seu contorno dramático ou expressivo, mas na história que, de uma forma ou de outra, está por detrás da composição da obra.

Oxóssi é o orixá da caça, o responsável por matar o temido dragão que assolava a sua terra e cuja morte tinha sido adiada por caçadores de 20, 40, 100 flechas, para acabar sob a mira de uma apenas flecha do caçador, saudado por Oxowusí, que quer dizer "caçador de uma flecha só."

Você consegue "enxergar" essa história ao ouvir a música?

O próprio Alexandre não revela se a composição segue essa narrativa mítica. Apenas sinaliza que diversas marcas rituais do orixá são a base dos materiais utilizados para a composição da peça que é um desdobramento racional-matemático e expressivo de sua necessidade de falar das histórias e ritmos do lugar onde vive, Salvador da Bahia. 


***

Mr. Espinheira insisted on a mathematicist version of your work Oxowusí. On the other hand, I did insist as well: "see this dynamic's curve?! It can't be merely mathematics." So we did the first version of the film which should be exhibited before the work's performance, last December.

Next day, Mr. Espinheira himself sent me another version of the film, this time focused neither on the rationalist part of the composition nor on it's dramatic contour, but on the story which lies behind it's creation.

Oxóssi is the hunting orisha, responsible for killing the fearful dragon which used to attack his land using only one arrow, while other hunters had tried to do that using 20, 40 and even more arrows.

Can you "see" this story when you listen to the music?

Mr. Espinheira doesn't reveal whether his work follows this narrative or not. He only points that several Oxóssi's ritual marks are the basis for the material utilized on the piece's composition, which could be seen as a mathematician-rationalist as well as an expressive unfolding of his necessity to talk about the stories and rhythms of the place where he lives, Salvador de Bahia.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Paulo Rios Filho --
nav tirs nekadus hibridus nº 2

Camará - Conjunto de Câmara da UFBA | Projeto "Música Baiana?
Teatro Eva Herz, Salvador -- 16/12/11
 [video: emilio le roux | audio: alexandre espinheira]


***
-- to read it in English, please go to the post's bottom --

A primeira coisa que você deve estar se perguntando é: “que diabos de título é esse?” Certamente a intenção do compositor com esse título não era comunicar algo, como quem dá um “bom dia” ou manda o filho ir comprar pão. Mas de qualquer maneira, o seu nome pode ficar pra depois.

Antes, vamos falar um pouco sobre a própria música.

Para compor nav tirs nº 2, Paulo Rios Filho elegeu dois conjuntos de notas musicais como seu material básico e aplicou alguns procedimentos de derivação sobre eles.

De um lado, uma entidade musical familiar (a escala dórica) segue um caminho de autotransformação, numa viagem em direção à sua própria figura deformada – quando deixa de parecer familiar. Do outro, uma entidade musical da natureza (a série harmônica) se artificializa à medida que se aproxima de um ponto no futuro (e vira uma escala de tons inteiros).

Mas, no fim do trabalho do pedreiro, o material não importa tanto quanto a própria casa, que é a forma da maneira como ela é percebida.

Como você percebe essa música? Que imagens ela traz à sua cabeça?

nav tirs nekadus hibridus nº 2 é, segundo o compositor, o convívio de duas viagens paralelas, que se cruzam e se distanciam, em seus diversos momentos.

Essa é uma história cheia de intempéries; afinal são dois roteiros (que já carregam sub-roteiros dentro de si) com itinerários diferentes tendo que conviver dentro do mesmo mundo. É porrada pra lá, quebradeira pra cá, um grito aqui, um tapa acolá. No meio do caminho, porém, calha-nos deparar com paisagens repletas de lirismo. Percebam como no meio da música o clima geral da história muda de face. A porção inicial e a final, por sua vez, guardam semelhanças entre si.

O nome da música quer dizer “nem puro, nem híbrido” em letão. O título tem a ver com a “modificação genética” sofrida tanto pela escala dórica quanto pela série harmônica de dó.

Mas será que já não eram elas próprias frutos de outras modificações?


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"Neither pure nor hybrid." This is what the piece's title means in Latvian. The work is about imagining an anti-world, where things are not things, and about the perception of a trip or path taken by those who are natives and creators of this world, at the same time.

Firstly, a familiar musical entity (the Dorian scale) goes on a path of self-transformation, within a trip to your own deformed picture -- when it is not anymore familiar. 

On the other hand, a nature's musical entity (the harmonic series) denaturalizes itself while it gets close to a point in the future, and becomes a whole-tone scale. Both characters travel in the same direction, one of transformation, and their paths get mixed, interlaced, mopped and rubbed to each other (they caress themselves as well).

Listen to it, once this other world can be only listened to. The images they are by your own account.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Vinícius Amaro --
Gigitanas Nº 0,5 (Frenesia)

Camará - Conjunto de Câmara da UFBA | Projeto "Música Baiana?
Teatro Eva Herz, Salvador -- 16/12/11 | Vitor Rios (bandolim)


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-- to read it in English, please go to the post's bottom --

Gigitanas é uma espécie de estudo para bandolim. Ou seja: é uma música que além de poder ser apreciada normalmente (da parte do público), pode ser apreciada ainda somente do ponto de vista da técnica de performance do instrumento (principalmente, claro, da parte do instrumentista).

Segundo o compositor, as sonoridades dessa música são todas costuradas "por um esquema cromático de condução de vozes" -- o que, traduzindo para o mundo normal, quer dizer que cada nota se movimenta quase sempre para a nota mais próxima, de semitom em semitom.

Qual a sensação que esse costurado lhe causa? 

A intenção de Vinícius era, através de uma construção métrica que tende sempre a ser desconstruída, evocar "um estado de ansiedade típico da personalidade de boa parte dos homens urbanos."

Mas a expectativa que a ideia do compositor causa não precisa ser satisfeita. Você pode apertar o play, concentrar-se, e descobrir outros mundos e outras ideias que nem ele imagina.

No entanto, uma coisa é certa: a composição, assim como se tivesse vida própria, "brinca com ritmos do arrocha baiano e com uma pequena ideia melódica da música 'Time And Motion' da banda canadense de rock progressivo Rush," revela Vinícius.

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Gigitanas is a kind of study for solo mandolim. Accordingly to its composer, the work's sonorities are all sewn through a chromatic voice-leading scheme.

What is brought up to you from this sewing sounds?

Vinícius' first intentions were to evocate, through the creation of a metric which tends hardly to be deconstructed, "a state of anxiety typical of the urban men's personality."

Nonetheless, to satisfy an expectation caused by the composer's intention is not mandatory. You can just press play, get to concentrate, and discover other worlds and ideas (ones that not even the composer had figured out).

Overall, one thing is certain: the piece, as a living creature, "plays with rhythms from Bahia's arrocha as well as with a little melodic idea from Rush's song 'Time And Motion,'" Vinícius says.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

"Música Baiana?" -- Matéria no A Tarde


 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Camará na Rádio Metrópole FM

No dia 25/11, participamos do programa "Só para mulheres" da Rádio Metrópole FM.


Camará na Rádio Metrópole FM by Camará Conjunto de Câmara


Estavam lá no estúdio Paulo Rios Filho, Flávio Hamaoka, Gueber Santos e Vitor Rios. Além do bate-papo, os ouvintes foram presentados com a apresentação de trechos de duas peças que estarão nos concertos e no disco do projeto "Música Baiana?": Ibejis N. 2, de Paulo Costa Lima; e Gigitanas N. 0,5 (Frenesi), de Vinícius Amaro.  

Lembrando: dia 8/12 às 20h na Reitoria da UFBA; e dia 16/12 às 19h no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura (Shop. Salvador). 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Concertos do "Música Baiana?" em dezembro!

Dia 8/12, 20h: Reitoria da UFBA [canela, salvador]
Dia 16/12, 19h: Teatro Eva Herz [livraria cultura, shop. salvador]

entrada franca

programa:
w|gomes:modosimagisticos a|espinheira:oxowusi v|amaro:gigitanas0,5
p|riosfilho:navtirsnekadushibridus2 j|menezes:oconforto p|costalima:ibejis2